Fãs Harry Potter

16 julho, 2007

Entrevista ao director, guionista e produtores do 5º Harry Potter

O site Omelete conversou com David Yates, o director do 5º filme, Michael Goldenberg, o guionista, e David Hayter e David Baron, os produtores.
Este é o quinto capítulo de uma série de sucesso extraordinária, da qual sempre esperamos mais e mais a cada filme. Como é que encarou este desafio de tornar o 5º filme o mais empolgante de todos?
David Hayter - Bom, fazer filmes nunca é fácil. Mas neste caso, fazer um filme ainda mais empolgante que os outros é facilitado pelo facto de que temos os livros de Joanne Rowling para nos inspirar, fontes ricas e fantásticas de material base. Esse é o ponto de partida. Ajuda também o facto de que todos os envolvidos são muito ambiciosos, querem fazer o melhor filme possível. Se ficarmos felizes com o resultado, muito provavelmente os fãs também ficarão, porque somos todos grandes apreciadores da série.
Além disso, há uma certa competição. Todos os directores não admitem, mas querem sempre fazer um filme melhor que o seu antecessor. Alfonso Cuarón procurou fazer um filme melhor do que Chris Columbus, Mike Newell um filme melhor que Chris e Alfonso, e David Yates tentou fazer um filme melhor que todos eles. E tenho certeza que no sexto filme ele tentará fazer um filme melhor do que este - e tenho a certeza que fará. Cada um deles aprendeu com os erros do director que veio antes, e isso é sempre uma tremenda ajuda para o próximo filme, que, esperamos, elevará sempre o nível da série.


Foi sua intenção que este filme superasse os anteriores?
David Yates:
Olha, eu não seria um bom director se não tivesse esse senso de competitividade, afinal, essa é uma indústria muito competitiva. Mas eu adoro todos os Harry Potter que vieram antes do meu. Agora, quando chegou a minha vez, claro que tentei deixar minha marca nele, fazendo o melhor trabalho possível. Estou muito orgulhoso do filme e espero que O príncipe misterioso, o sexto filme, fique ainda melhor.

David Hayter - Outra coisa fantástica nessa série é a generosidade de todos os directores. Chris passou um tempo com Alfonso, Alfonso com Mike e Mike com David, todos trocaram ideias, dicas, impressões. Uns mostraram aos outros montagens preliminares de seus filmes e dividiram opiniões. Enfim, é um ambiente muito cooperativo e criativo.


Este filme teve uma audiência de elenco aberta para o papel de Luna Lovegood e o próximo também terá algo parecido. Vocês podem falar sobre isso?
David Baron:
As audiências abertas que nos levaram a Evanna foram um enorme sucesso. Para o próximo vamos repetir a dose, com Tom Riddle e Lily Brown, duas personagens importantes. Os candidatos não precisam ter experiência.
David Yates: A selecção de Luna foi espantosa. Estava a chegar ao local dos testes e vi aquela fila enorme, que dava voltas e voltas no quarteirão. 15 mil pessoas apareceram para a vaga, o que foi uma coisa impressionante. Sabe, às vezes nesse negócio quando abrimos a selecção recebemos montanhas de candidatos de agência, gente que chega cantando e sapateando... e o que queríamos ali era alguém completamente natural e absolutamente verossímil. E eis que surge Evanna, com um desempenho completamente verdadeiro e sensacional. Mal podemos esperar para ver quem vem por aí nessa nova selecção.


Michael, quais são as maiores dificuldades em adaptar um texto tão afamado?
Michael Goldenberg: É sempre arrasador ter que decidir o que fica e o que tem que ser cortado na adaptação, mas desde o começo definimos que esta é a história de Harry, com a sua vida emocional, então todas as cenas que servem de suporte a isso são mantidas e são o núcleo do filme. Já as cenas que se desviam desse tema central precisam sair para dar espaço à história central. De qualquer forma, tentamos manter o espírito dessas histórias paralelas e de certa forma mostrá-las acontecedendo ao fundo.

E vocês começam agora a enfrentar esse mesmo desafio para o sexto filme...
David Yates:
Sim, a saga segue a jornada de Harry, as emoções, o conflito consigo mesmo e a relação com os seus amigos, o que foi fácil para mim. Mas o sexto será menos intenso em alguns níveis e mais "sexo drogas e rock´n´roll" em outros. O Príncipe Misterioso é o Loucuras de Verão [American Graffiti, 1973] com vassouras. Será uma diversão extrema e terá muita energia, será um filme totalmente diferente.
David Heyman: Drogas não!
David Yates: Será mais sobre as políticas emocionais e sexuais de ser um adolescente. Algo bem diferente mesmo. E tem que ser assim, para que a série evolua. Eu também prefiro assim. Desafios distintos a cada projecto, e a série Harry Potter é tão rica e tem tantas facetas a serem exploradas que nos dará essa possibilidade.

Está ansioso para receber o sétimo livro e ver o que acontece para usar isso no Guião do sexto de alguma forma?
David Yates: Nós seríamos loucos se não fizéssemos isso. Vamos precisar dessa influência, para colocar pequenas pistas e coisas assim. Há coisas nos livros adiante que nos ajudam quando estamos a escrever o Guião. Assim que o livro sair vamos estudá-lo com certeza.

Como é que este filme se compara aos seus projetos anteriores?
David Yates - Pra mim foi como voltar pra casa, pois o estúdio Leavesden, onde filmamos, sempre me acolheu muito bem. E David Heyman e David Baron, meus produtores no filme, apoiaram-me muito e fizeram-me sentir uma enorme segurança. Senti que foi uma experiência muito natural estar ali, filmando aquela superprodução. E foi um prazer enorme, provavelmente a melhor experiência de todas.

1 Comments:

Anonymous Rodrigo said...

Hey!
Espero q escolhem para os novos papeis pessoam tao parecidas quanto a Luna.Ela tava perfeita no filme meo, virei mais fan ainda dela! *.*
Te mais!
=]

22:16  

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